Continua a agravar-se o balanço humano da tragédia provocada pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela.
As autoridades venezuelanas confirmaram esta quinta-feira que o número de vítimas mortais subiu para 188. Há ainda 1.520 feridos e 157 pessoas continuam desaparecidas.
Balanço da tragédia continua a aumentar
O cenário nas zonas afetadas continua a ser de grande destruição.
À medida que as equipas de emergência avançam nos trabalhos de busca e salvamento, o número de vítimas tem vindo a aumentar. As autoridades admitem que o balanço poderá agravar-se nas próximas horas, sobretudo nas áreas onde ainda existem pessoas presas entre os escombros.
A dimensão da tragédia está a mobilizar meios de socorro em várias regiões do país.
Dois sismos abalaram a Venezuela
A Venezuela foi atingida por dois fortes sismos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter.
Os abalos ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo, provocando pânico entre a população e elevados danos materiais em várias localidades.
A violência dos tremores fez ruir edifícios, destruiu infraestruturas e deixou milhares de pessoas sem condições para regressar a casa.
Mais de 1.500 pessoas ficaram feridas
Além das 188 vítimas mortais já confirmadas, há pelo menos 1.520 feridos.
Muitas das vítimas foram transportadas para unidades hospitalares, algumas em estado considerado grave. Os serviços de saúde continuam sob forte pressão devido ao elevado número de pessoas que necessitam de assistência médica.
As autoridades estão também a tentar garantir apoio às populações deslocadas.
Há 157 pessoas desaparecidas
O número de desaparecidos continua a preocupar as equipas de emergência.
Segundo o balanço mais recente, 157 pessoas continuam por localizar. Os trabalhos de busca prosseguem entre os escombros, numa corrida contra o tempo para tentar encontrar sobreviventes.
Nas zonas mais afetadas, familiares aguardam por notícias em clima de grande angústia.
Operações de resgate continuam no terreno
As equipas de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas pelos sismos.
Bombeiros, equipas médicas, militares e voluntários continuam a procurar sobreviventes e a prestar apoio às vítimas. A prioridade passa por remover destroços, localizar desaparecidos e garantir abrigo às pessoas que perderam as suas casas.
Milhares de cidadãos permanecem desalojados.
Governo português confirma morte de cidadão nacional
Entretanto, o Governo português confirmou a morte de um cidadão português na sequência da catástrofe.
A informação aumenta a dimensão internacional da tragédia e levou as autoridades portuguesas a acompanhar de perto a situação dos nacionais que se encontravam na Venezuela.
Para já, não foram avançados mais detalhes sobre a identidade da vítima.
Autoridades temem novo agravamento
As autoridades venezuelanas admitem que o número de mortos poderá continuar a subir.
Com várias zonas ainda de difícil acesso e muitos edifícios instáveis, os trabalhos de resgate decorrem com grande dificuldade. A prioridade continua a ser salvar vidas e prestar apoio às populações afetadas.
A tragédia deixa o país em choque e mergulhado num dos momentos mais difíceis dos últimos anos.
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